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Questão 18 Química e História

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Questão 18

Tráfico negreiro

No ano de 1808, entrou em vigor a proibição do tráfico negreiro, tanto nos Estados Unidos como no Império Britânico. No caso do Império Britânico, a proibição teria maior impacto em escala mundial. Enquanto isto, no Império Português, o porto do Rio de Janeiro continuaria a comprar escravos da zona congo-angolana em quantidade cada vez maior.

(Adaptado de João Paulo Pimenta & Andréa Slemian, A corte e o mundo. Uma história do ano em que a família real portuguesa chegou ao Brasil. São Paulo: Alameda, 2008, p. 82-83.)

a) Segundo o texto, quais as mudanças relativas ao tráfico negreiro ocorridas em 1808?

b) Quais eram os interesses do Império Britânico na proibição do tráfico negreiro na primeira metade do século XIX?

 



Resolução

a) Logo no início do século XIX, a Inglaterra e os EUA proibiram o tráfico de escravos em seus domínios. Enquanto isso, Portugal mantinha suas colônias escravistas, pois devido a sua dependência desse regime, a diminuição do fornecimento de escravos colocaria sua economia, já abalada naquele momento, em risco maior. Além disso, o período marca o início da economia cafeeira, que vai fazer uso crescente de escravos até o início efetivo do processo de abolição do tráfico no Brasil, que ocorre somente em 1850, com a Lei Eusébio de Queirós, proibindo definitivamente o tráfico de escravos da África para o Brasil.

b) Os ideais liberais que se difundiram ao longo do século XVIII mudaram a perspectiva européia sobre a escravidão, pois ela negava todos os princípios de “igualdade, liberdade, fraternidade e propriedade” disseminados na época, passando a ser encarada então como um peso moral para a sociedade. Além disso, diante de sua industrialização, a Inglaterra tinha real interesse na abolição desse regime de mão-de-obra, pois acreditava na ampliação do mercado consumidor, com substituição por trabalhadores assalariados. Vale lembrar também que a Inglaterra produzia açúcar em algumas de suas colônias com mão-de-obra livre, o que encarecia a produção e dificultava o seu comércio diante da concorrência em relação ao açúcar produzido pelas colônias ibéricas, com mão-de-obra escrava.