Assentamento
Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim
Vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora
Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
lnhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Ó Manuel, Miguilim
Vamos embora
BUARQUE, C. As cidades. Rio de Janeiro: RCA, 1998 (fragmento).
Nesse texto, predomina a função poética da linguagem. Entretanto, a função emotiva pode ser identificada no verso:
| a) |
"Zanza pra acolá". |
| b) |
"Fim de feira, periferia afora" |
| c) |
A cidade não mora mais em mim". |
| d) |
"Onde só vento se semeava outrora". |
| e) |
Ó Manuel, Miguilim". |
a) Incorreta. O verso “Zanza pra acolá” não expõe uma opinião, emoção ou outro aspecto subjetivo relacionado ao enunciador.
b) Incorreta. O verso “Fim de feira, periferia afora” não expõe uma opinião, emoção ou outro aspecto subjetivo relacionado ao enunciador.
c) Correta. A função emotiva ou expressiva tem como foco o enunciador (locutor) e caracteriza-se pelo uso de verbos na primeira pessoa e exposição de aspectos subjetivos, como emoções e opiniões. Nesse sentido, verso “A cidade não mora mais em mim” representa tal função ao evidenciar a percepção do enunciador sobre sua relação com o espaço (cidade).
d) Incorreta. O verso “Onde só vento se semeava outrora” não expõe uma opinião, emoção ou outro aspecto subjetivo relacionado ao enunciador.
e) Incorreta. O verso “Ó Manuel, Miguilim” não expõe uma opinião, emoção ou outro aspecto subjetivo relacionado ao enunciador.