Recentemente, cientistas internacionais realizaram um estudo sobre as opções para evitar um possível impacto de um asteroide com a Terra e estimaram que o tempo mínimo de antecedência do início das ações para impedir a colisão é de cinco anos.
a) Considere um asteroide de massa (comparável com a massa do asteroide que supostamente colidiu com a Terra e causou a extinção dos dinossauros) se deslocando em direção à Terra com uma quantidade de movimento de módulo . Na tentativa de evitar o impacto, pretende-se lançar um míssil da Terra em direção ao asteroide de modo que, com o choque, seja gerado um impulso que altere a velocidade do asteroide (em módulo ou direção). Suponha que essa operação ocorra com sucesso, reduzindo o módulo da velocidade de deslocamento do asteroide pela metade. Desprezando a variação da massa do asteroide durante a operação, calcule a variação da energia cinética do asteroide como resultado da operação.
b) Considere agora um outro asteroide que sofre, de fato, um impacto com a Terra. Considere também que o módulo da força de impacto da superfície da Terra agindo sobre o asteroide varie em função do tempo, de acordo com o gráfico abaixo. Calcule o módulo do impulso que agiu sobre o asteroide durante a colisão com a Terra.
a) A energia cinética é dada por , de forma que, reduzir a velocidade pela metade implica na redução da energia por um fator 4. Ou seja, a energia do asteróide após o impacto representa 1/4 da energia do asteróide antes do impacto.
Desta forma, a variação de energia cinético do asteróide é dada por
(1)
Além disso, podemos calcular a energia cinética do asteróide em termos de sua quantidade de movimento, sendo
(2)
Substituindo (2) em (1) obtemos
RESOLUÇÃO ALTERNATIVA:
Lembrando que a energia cinética é calculada pela relação:
(I)
e a quantidade de movimento, em módulo, por
. (II)
Com os dados do enunciado ( e ) e com a segunda equação, podemos determinar a velocidade inicial do asteroide:
Como a velocidade final será metade da inicial, conforme afirma o enunciado, temos que
Agora, com a equação (I), determinamos a variação de energia cinética:
b) Por tratar-se de uma força variável, o impulso pode ser calculado através da área do gráfico, conforme a figura abaixo
Desta forma