“There Will Come Soft Rains” (Sara Teasdale)
There will come soft rains and the smell of the ground,
And swallows circling with their shimmering sound;
And frogs in the pools singing at night,
And wild plum trees in tremulous white;
Robins will wear their feathery fire,
Whistling their whims on a low fence-wire;
And not one will know of the war, not one
Will care at last when it is done.
Not one would mind, neither bird nor tree,
If mankind perished utterly;
And Spring herself, when she woke at dawn
Would scarcely know that we were gone.
(Disponível em https://poets.org/poem/there-will-come-soft-rains. Acessado em 24/08/2020.)
O poema destaca
| a) |
a ilusão da centralidade do ser humano diante da natureza. |
| b) |
a fragilidade da natureza diante das ações nocivas dos seres humanos. |
| c) |
a desesperança nos seres humanos provocada pelas guerras frequentes. |
| d) |
a destruição de todos os seres no ciclo natural que governa o mundo. |
Vamos ver a tradução livre do texto da questão:
“Haverá chuvas suaves” (Sara Teasdale)
Haverá chuvas suaves e o cheiro do solo,
E andorinhas circulando com seu som cintilante;
E sapos nas piscinas cantando à noite,
E ameixeiras selvagens em um branco trêmulo;
Robins vai usar suas penas em fogo,
Assobiando seus caprichos em uma cerca baixa;
E ninguém vai saber da guerra, ninguém
Por fim, se importará quando terminar.
Ninguém se importaria, nem pássaro, nem árvore,
Se a humanidade perecesse totalmente;
E a própria primavera, quando ela acordasse ao amanhecer
Mal saberia que nós tínhamos partido.
O poema destaca
a) Correta. Segundo o poema, se a humanidade desaparecesse [Se a humanidade perecesse totalmente], ninguém notaria, ninguém sentiria falta, ninguém perceberia. Animais e a natureza continuariam com suas vidas, portanto, o texto questiona a centralidade do ser humano diante da natureza; tratar-se-ia de uma ilusão, uma vez que nossa ausência não causaria falta ou comoção a qualquer outro elemento da natureza.
b) Incorreta. Considerando que “a guerra” seja uma ação nociva dos seres humanos, o texto coloca os seres humanos como dotados de fragilidade e a natureza em um lugar privilegiado de poder, uma vez que quem perecerá será a humanidade, e não a natureza.
c) Incorreta. Segundo o texto, “a guerra” não seria percebida por ninguém além da humanidade: E ninguém vai saber da guerra, ninguém / Por fim, se importará quando terminar. Portanto, não é possível falar de “desesperança nos seres humanos”. Também não é possível falar sobre a frequência das guerras de que trata o texto.
d) Incorreta. O texto indica apenas o perecimento da humanidade, e não dos outros elementos da natureza: animais, plantas e até mesmo a Primavera teriam sua existência plenamente preservada com o findar da “guerra”.