O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) consiste no instrumento de planejamento integrado do saneamento básico, considerando quatro componentes: (I) abastecimento de água potável, (II) esgotamento sanitário, (III) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e (IV) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. O PLANSAB foi elaborado em 2013 com horizonte de 20 anos e deve ser avaliado e revisado a cada quatro anos.
Disponível em: https://www.gov.br. Adaptado.

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2025.126440. Adaptado.
Considerando o texto e o mapa referente ao estado de São Paulo, responda:
a) Qual a principal função de uma estação de tratamento de efluentes?
b) Indique e explique dois problemas decorrentes da destinação de resíduos líquidos sem tratamento diretamente em corpos d’água.
c) Indique e explique, de acordo com o mapa apresentado, a situação da distribuição das estações de tratamento de esgoto relacionado à população atendida.
a) A principal função de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) é remover a carga poluidora presente na água descartada (o efluente), seja ela de origem doméstica (esgoto) ou industrial, antes que essa água seja devolvida ao meio ambiente (em rios, lagos ou mares). O objetivo principal de tal ação é proteger a saúde pública e o meio ambiente dos níveis de poluição contidos na água. O tratamento envolve remoção de agentes patogênicos (bactérias, vírus, entre outros), de matéria orgânica e nutrientes em excesso e de sólidos contaminantes.
b) Pode-se destacar dois problemas principais:
1. Eutrofização: o enriquecimento excessivo de um corpo d’água com nutrientes, como o fósforo e o nitrogênio, presentes em grande quantidade nos efluentes domésticos (esgoto) e agrícolas não tratados, pode provocar o crescimento descontrolado de algas e bactérias que consumirão todo o oxigênio presente na água, o que resulta na morte de peixes e outras formas de vida nos corpos d'água.
2. Contaminação por doenças: os esgotos domésticos não tratados contêm uma vasta quantidade de microrganismos patogênicos (vírus, bactérias e parasitas) de origem fecal, como Salmonella, Escherichia coli e Giardia. Ao serem lançados na água, esses patógenos contaminam a fonte hídrica, tornando-a imprópria para consumo humano, recreação e até mesmo para a irrigação.
c) A situação mostra que, em termos de capacidade de tratamento, a infraestrutura de tratamento de esgoto do estado está distribuída de forma a prover uma capilaridade de cobertura, mas não há uma distribuição equitativa das ETEs em relação à população, pois nas regiões metropolitanas - com destaque para a capital paulista e seu entorno - há menor número de estações por habitantes, visto que são áreas com grande densidade demográfica (entre 100 mil e 900 mil habitantes ou mais que 900 mil habitantes).