
Our planet is home to subterranean lava deposits and smatterings of obsidian—black volcanic glass. Scalding groundwater bubbles to the surface in places. In such a landscape, you remember that the planet’s hard exterior is so thin that we call it a crust. Its superheated interior burns with an estimated forty-four trillion watts of power. Heat mined from underground is called geothermal and can be used to produce steam, spin a turbine, and generate electricity. Until recently, humans have tended to harvest small quantities in the rare places where it surfaces, such as hot springs. The biggest drawback is drilling miles through hot rock, safely. If scientists can do that, next-generation geothermal power could supply clean energy for eons. Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs. Fossil fuels power about eighty per cent of human activity, pumping out carbon dioxide and short-circuiting our climate to catastrophic effect. Converts argue that geothermal checks three key boxes: it is carbon-free, available everywhere, and effectively unlimited. It is also baseload, which means that, unlike solar panels or wind, it provides a steady flow of energy. “Over the last two years, I have watched this exponential spin-up of activity in geothermal,” a drilling expert said. But there is a risk of moon shots: often, they miss. “There’s basically zero chance that you’re going to develop a moon-shot technology and have it be commercial in five years, on a large-scale”, said Mark Jacobson, an engineering professor. That’s how long humanity has to lower emissions before climatic devastation. “There’s a very decent chance you can do that with wind and solar,” he said. Perhaps, when resources and time are finite, trying and failing could be worse than not trying at all.
New Yorker. March 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, atualmente a exploração do calor gerado nas regiões subterrâneas do planeta
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atende a uma parcela insignificante da demanda energética da sociedade. |
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pode ser utilizada através de um aparato tecnológico de baixo custo. |
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oferece vantagens ambientais limitadas em relação a outras fontes de energia renováveis. |
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utiliza métodos desenvolvidos nas pesquisas científicas sobre a superfície lunar. |
| e) |
proporciona utilidade prática restrita do ponto de vista da produção industrial. |
Tradução do texto:
Nosso planeta abriga depósitos subterrâneos de lava e fragmentos de obsidiana—um vidro vulcânico negro. Água subterrânea fervente borbulha à superfície em alguns lugares. Em uma paisagem assim, você se lembra de que o exterior rígido do planeta é tão fino que o chamamos de crosta. Seu interior superaquecido queima com um estimado de quarenta e quatro trilhões de watts de potência. O calor extraído do subsolo é chamado de geotérmico e pode ser usado para produzir vapor, girar uma turbina e gerar eletricidade. Até recentemente, os humanos tendiam a aproveitar pequenas quantidades nos raros lugares onde ele surge, como nas fontes termais.
A maior desvantagem é perfurar quilômetros através de rocha quente, com segurança. Se os cientistas conseguirem fazer isso, a energia geotérmica de próxima geração poderia fornecer energia limpa por eras. No momento, a energia geotérmica atende a uma pequena parte das necessidades de eletricidade e aquecimento da humanidade. Os combustíveis fósseis alimentam cerca de oitenta por cento das atividades humanas, emitindo dióxido de carbono e prejudicando nosso clima de forma catastrófica.
Os defensores argumentam que a energia geotérmica atende a três pontos principais: é livre de carbono, está disponível em todos os lugares e é praticamente ilimitada. Também é energia de base, o que significa que, ao contrário dos painéis solares ou da energia eólica, ela fornece um fluxo constante de energia. “Nos últimos dois anos, eu observei essa aceleração exponencial das atividades em geotermia”, disse um especialista em perfuração. Mas há um risco de fracasso total: muitas vezes, eles não conseguem atingir o objetivo.
“Basicamente não há nenhuma chance de você desenvolver uma tecnologia revolucionária e que ela se torne comercial em cinco anos, em grande escala”, disse Mark Jacobson, professor de engenharia. Esse é o tempo que a humanidade tem para reduzir as emissões antes de uma devastação climática. “Há uma chance bastante razoável de você conseguir isso com energia eólica e solar”, afirmou ele. Talvez, quando recursos e tempo são limitados, tentar e falhar possa ser pior do que nem tentar.
Resolução:
a) Correta. O texto afirma claramente: “Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs.” Ou seja, "atualmente a energia geotérmica atende a uma porção insignificante da demanda energética humana." É exatamente o que a alternativa diz.
b) Incorreta. O texto afirma justamente o contrário: a maior desvantagem é a necessidade de perfurar quilômetros de rocha quente com segurança, algo tecnologicamente desafiador e caro, além de nada indicar baixo custo.
c) Incorreta. O texto diz que a energia geotérmica é "carbon-free, available everywhere, and effectively unlimited" (“livre de carbono, disponível em todos os lugares e praticamente ilimitado.”). Portanto, oferece grandes vantagens ambientais, não “vantagens limitadas”.
d) Incorreta. A alternativa sugere que a energia geotérmica usa métodos desenvolvidos em pesquisas lunares, mas o texto menciona “moon shots” apenas como metáfora para projetos arriscados que raramente funcionam, não como tecnologia da Lua.
e) Incorreta. O texto não diz que sua utilidade prática é “restrita”. Pelo contrário: afirma que, se o desafio da perfuração for superado, a energia geotérmica pode fornecer energia limpa por eras, de forma estável (baseload) e praticamente ilimitada.