Existem números curiosos na matemática. Os números perfeitos são alguns deles. Um número (para ) é perfeito se, e somente se, for igual à soma de seus divisores positivos (excluindo o próprio). Relacionando números perfeitos e números primos, Euclides escreveu uma proposição em seu famoso livro “Elementos”: se é um número primo, então é um número perfeito. Considerando o que foi exposto, é correto afirmar:
| a) |
Com exceção de , os 5 primeiros termos da sequência são números primos. |
| b) |
Os termos da progressão geométrica, cujo primeiro termo é o primeiro número perfeito e cuja razão é 3, são pares. |
| c) |
Os números 28 e 31 são números perfeitos. |
| d) |
Na proposição de Euclides, para , obtemos que não é primo, mas que é perfeito. |
| e) |
A sequência formada pela diferença dos termos consecutivos de é uma progressão aritmética de razão 2. |
a) Incorreta. Para , temos , que não é primo.
b) Correta. Entendendo que "primeiro número perfeito" signifique o menor número perfeito, tal número seria o 6, pois os divisores positivos de 6 são 1, 2, 3 e 6, cuja soma, excluindo o próprio 6, é . A PG de primeiro termo 6 e razão 3 é dada por:
,
e realmente será formada integralmente por números inteiros pares.
c) Incorreta. 28 realmente é um número perfeito, pois a soma dos seus divisores positivos, excluindo ele próprio, é:
.
Entretanto, 31, como qualquer número primo, não pode ser perfeito, pois só terá 1 como divisor positivo diferente dele próprio.
d) Incorreta. Para , temos , que realmente não é primo. Entretanto:
,
cuja soma dos divisores positivos, excluindo ele próprio, é:
Ou seja, 120 não é um número perfeito.
e) Incorreta. A sequência tem como primeiros termos:
A sequência formada pela diferença dos termos consecutivos de é dada por:
,
que é uma progressão geométrica, mas não uma progressão aritmética, de razão 2.