Glory Ames, from the White Earth reservation, is frustrated that despite the presence of several indigenous reservations near Moorhead, local Halloween stores still feature a western section with costumes such as "pow wow princess".
Even worse, despite a long-running debate about racism and cultural appropriation, often prompted by backlash against celebrities and politicians for donning offensive costumes, people continue to wear such costumes.
Last Halloween, Ames spotted a photo on Instagram of a girl dressed as a Native American with a bullet in her forehead. She immediately reported it to the social media platform and had it removed.
"They blatantly take certain aspects of our culture, race, religion, and use it for their advantage and ignore the people living it", said Ames.
LIU, M. C. M. Disponível em: www.washingtonpost.com. Acesso em: 12 maio 2024 (adaptado).
Ao abordar um aspecto da celebração do Halloween, esse texto tem por objetivo
| a) |
denunciar a violência contra crianças indígenas. |
| b) |
descrever costumes tradicionais em celebrações indígenas. |
| c) |
valorizar as vestimentas características dos povos originários. |
| d) |
criticar a exploração indevida de elementos da identidade indígena. |
| e) |
sugerir ações de combate ao preconceito contra os povos originários. |
Tradução do texto:
Glory Ames, da reserva White Earth, está frustrada porque, apesar da presença de várias reservas indígenas próximas a Moorhead, as lojas locais de Halloween ainda exibem uma seção ocidental com fantasias como “princesa pow wow”*.
Ainda pior, apesar de um longo debate sobre racismo e apropriação cultural — frequentemente motivado por reações negativas contra celebridades e políticos que usam fantasias ofensivas — as pessoas continuam a usar esse tipo de fantasia.
No último Halloween, Ames viu no Instagram uma foto de uma garota vestida como uma indígena, com uma bala na testa. Ela imediatamente denunciou a publicação à plataforma de mídia social, que acabou removendo a imagem.
“Eles pegam descaradamente certos aspectos da nossa cultura, raça e religião, usam em benefício próprio e ignoram as pessoas que realmente vivem isso”, disse Ames.
*A expressão "pow wow princess" refere-se a uma fantasia inspirada de forma estereotipada nas mulheres indígenas norte-americanas.
Resolução:
a) Incorreta. Embora o texto mencione um exemplo extremo de violência (a fantasia com a bala), o objetivo mais amplo não é apenas denunciar a violência física, mas sim criticar a apropriação e o uso ofensivo e exploratório da cultura indígena como um todo, o que engloba o racismo e a trivialização de suas questões.
b) Incorreta. O texto não descreve nem explica costumes ou celebrações tradicionais dos povos indígenas; pelo contrário, critica a forma como aspectos de sua cultura são distorcidos e transformados em fantasias.
c) Incorreta. O texto não busca valorizar as vestimentas; ele critica o uso desrespeitoso e a caricatura que se faz delas em lojas e festas.
d) Correta. O cerne da argumentação é a crítica à "exploração indevida" (venda de fantasias, uso ofensivo) dos "elementos da identidade indígena" ("cultura, raça, religião") para fins comerciais e de entretenimento, ignorando e desrespeitando os povos que a vivenciam.
e) Incorreta. O texto é primariamente uma crítica e denúncia do problema. A ação de Ames (denunciar a foto no Instagram) é um exemplo de combate ao preconceito, mas o texto em si não se configura como um conjunto de sugestões ou um guia de ações; ele foca em apresentar a frustração e a persistência do problema.