Doce mistura
A canjica — creme amarelo à base de milho — é prova da diversidade do Brasil, pelas variações em seu nome de batismo. Servido polvilhado com canela, o doce confunde: o que lá no norte é "canjica", lá no sul é "curau". Os nomes se invertem quando o doce muda. O creme branco com os grãos inteiros de milho, no sul, é "canjica", e, no norte, "curau".

Revista Língua Portuguesa, n. 31, maio 2008 (adaptado).
Esse texto, que apresenta um prato da culinária brasileira, evidencia
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valor afetivo nas nomenclaturas. |
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variedade linguística entre regiões. |
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disputa regional pelo melhor prato. |
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modos de preparo de um mesmo alimento. |
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paladares diversificados entre diferentes estados. |
O texto de apoio descreve como dois doces à base de milho, conhecidos popularmente como "canjica" e "curau", têm seus nomes invertidos ou trocados em diferentes regiões do Brasil (Norte e Sul). Por exemplo, o que é "canjica" no Norte é "curau" no Sul, e vice-versa.
a) Incorreta. Embora os nomes possam ter valor afetivo, o texto não se concentra nesse aspecto, mas sim na variação geográfica dos termos.
b) Correta. A variação nos nomes dados aos mesmos pratos em diferentes partes do país (Norte e Sul) é uma manifestação da variedade linguística geográfica (ou regional). O texto evidencia que a mesma palavra, ou o mesmo conceito de doce, assume diferentes nomes dependendo da região.
c) Incorreta. O texto tem um caráter informativo e descritivo, não mencionando qualquer tipo de disputa ou competição entre as regiões.
d) Incorreta. O texto descreve sutilmente as diferenças entre dois pratos ("creme amarelo" e "creme branco com os grãos inteiros"), mas o foco principal é a variação da nomenclatura ("canjica" / "curau"), e não o detalhamento das receitas ou dos métodos de preparo.
e) Incorreta. O texto trata da diversidade de nomes, e não da diversidade de gostos ou preferências (paladar) dos habitantes das regiões.