A segunda edição do estudo Gestão do Território, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, mostra, no universo dos 5.570 municípios do país, quais são os Centros de Gestão, isto é, os núcleos responsáveis pelo papel de comando na rede urbana brasileira. Em 2024, apenas 39,1% dos municípios do Brasil se qualificavam como Centros de Gestão do Território (2.176 municípios).
(Adaptado de IBGE, Gestão do território: 2024. In: IBGE, Rio de Janeiro, 2025.)
Um indicador de centralidade na gestão do território é o número de assalariados externos ao Município da sede da empresa.
(IBGE, Cadastro Central de Empresas: 2012/2021. In: IBGE, Rio de Janeiro, p. 7, 2025.)
Com base no gráfico anterior, e em seus conhecimentos sobre a rede urbana brasileira, é correto afirmar que
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Rio de Janeiro, capital, amplia sua centralidade como centro de gestão empresarial do território nacional, conservando sua histórica função industrial e de administração pública. |
| b) |
Barueri apresenta tendência de crescimento do assalariado externo, contribuindo para manter a Região Metropolitana de São Paulo no topo da hierarquia urbana. |
| c) |
Brasília apresenta tendência de queda de seus assalariados externos, demonstrando a dificuldade da capital do país para permanecer como centro de gestão pública do território na atualidade. |
| d) |
Itajaí apresenta destaque por sua função industrial, perdendo força na centralidade da gestão empresarial do território por ser uma cidade de médio porte na Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí. |
O estudo da rede urbana brasileira oferece subsídios para a estruturação de uma hierarquia entre as cidades do país. A hierarquização urbana reflete a capacidade de polarização econômica de cara área e essa polarização é medida por vários aspectos.
A questão utiliza a variação entre 2012 e 2021 em alguns centros urbanos brasileiros do percentual no número de assalariados externos como indicador dessa centralidade no território. Uma variação positiva indica ganho de centralidade neste quesito, enquanto uma negativa sugere perda.
a) Incorreta. O Rio de Janeiro apresenta uma queda no indicador, o que demonstra uma perda, e não uma ampliação, de sua centralidade na gestão empresarial do território.
b) Correta. O gráfico evidencia que Barueri apresenta uma tendência de crescimento no número de assalariados externos. Barueri é um importante centro de gestão empresarial da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), sediando diversas multinacionais e grandes empresas nacionais. O crescimento de Barueri associado ao crescimento da capital paulista reforçam o papel da Região Metropolitana de São Paulo no topo da hierarquia urbana nacional.
c) Incorreta. Brasília, por ser a capital federal, tem sua principal função atrelada à gestão pública. Embora o gráfico mostre uma queda no indicador mencionado no exercício, esta perda não é suficiente para demonstrar a dificuldade da capital em manter seu papel de comando como centro de gestão pública do território, que é sua função essencial e estrutural.
d) Incorreta. O gráfico indica que Itajaí (SC) teve forte crescimento no indicador, o que contradiz a afirmação de que estaria "perdendo força". Itajaí se destaca por sua função portuária e logística, e não primordialmente por sua função industrial.