O texto 1 a seguir é a versão do meme Nazaré Confusa no chamado “Estilo Ghibli”, que é abordado no texto 2, publicado por um portal brasileiro dedicado às animações do Studio Ghibli. Leia os dois textos para responder à questão.
Texto 1
Nazaré Confusa no Estilo Studio Ghibli.
(Disponível em https://scc10.com.br/colunistas/um-noob/memes-em-estilo-ghibli-a-nova-febre-que-esta-quebrando-a-internet-e-o-chatgpt/. Acesso em 29/07/2025.)
Texto 2
Studio Ghibli vs. IA:
Por que não usar imagens no “Estilo Ghibli”
Por Amanda, editora-chefe e responsável pelo Studio Ghibli Brasil.
Recentemente, uma tendência tomou conta das redes sociais: usuários utilizando inteligência artificial para transformar suas fotos em imagens que imitam o estilo do Studio Ghibli. A trend ganhou força em março deste ano, com a nova atualização da ferramenta GPT-4.0.
O Studio Ghibli é reconhecido não apenas por seu estilo visual, mas também por sua filosofia artística e valores profundos. Hayao Miyazaki, um dos fundadores do estúdio, sempre defendeu a arte feita à mão e criticou fortemente o uso excessivo da tecnologia na criação de animações. Em entrevistas, ele expressou preocupação com a mecanização da arte, argumentando que a verdadeira expressividade vem do esforço humano, da emoção e da experiência de vida.
A tentativa de emular o “estilo Ghibli” por meio da IA entra em conflito direto com esses princípios. A criação de imagens automatizadas baseadas em padrões estatísticos e grandes volumes de dados contrasta com o meticuloso processo artesanal pelo qual os filmes do estúdio são produzidos. Muitos profissionais da indústria da animação e ilustração já expressaram preocupação com a possibilidade de a IA substituir ou minar o valor do trabalho humano na criação artística.
Nós acreditamos na autenticidade e na ética de preservar os artistas e seus trabalhos autorais. A inteligência artificial, ao emular o estilo do Studio Ghibli, fere os princípios da animação tradicional do estúdio e desvaloriza o esforço humano por trás dessas obras. A melhor forma de levar o conhecimento sobre o Studio Ghibli adiante é apreciando e divulgando seus trabalhos originais e buscando conhecer cada vez mais sua história e relevância para o mundo da animação.
(Adaptado de https://studioghibli.com.br/2025/04/02/studio-ghibli-vs-ia-porque-nao- -usar-imagens-no-estilo-ghibli/?srsltid=AfmBOoqbHDAfs5C6olUwSRqCzW_YcNrgae5aqqeaTrokiB1yzPh-HP1Y. Acesso em 29/07/2025)
Considerando as imagens do texto 1 desta questão, o texto 2 pode ser caracterizado como
| a) |
uma nota de repúdio às IAs, por simplificarem o conteúdo das produções do Studio Ghibli, que perdem seus traços irreverentes ao serem utilizadas na geração mecânica de imagens. |
| b) |
uma carta aberta para incentivar um boicote às IAs, que permitem construir animações mecanizadas de qualquer imagem e emulam as produções do Studio Ghibli no intuito confundir as pessoas. |
| c) |
um manifesto contrário ao uso de IAs para gerar o estilo Ghibli, por utilizarem recursos automatizados que imitam animações originais do Studio Ghibli, o que desvaloriza a autenticidade artística do estúdio. |
| d) |
uma resenha crítica sobre a forma como as IAs imitam os recursos artesanais do Studio Ghibli para produzir imagens sem identidade autoral, que depreciam o esforço humano. |
A questão solicita a caracterização do Texto 2 à luz do contexto apresentado no Texto 1, que exibe uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) no estilo do Studio Ghibli.
O Texto 2 é um texto de opinião com um título que questiona o uso da IA para imitar o "Estilo Ghibli". Ele discute a postura artística do estúdio, que valoriza o trabalho manual e a "verdadeira expressividade" oriunda do "esforço humano". O texto critica diretamente a IA por criar "imagens automatizadas baseadas em padrões estatísticos" e conclui que isso "fere os princípios da animação tradicional do estúdio e desvaloriza o esforço humano por trás dessas obras". Portanto, o texto traz um posicionamento ético e artístico, com tom de manifesto, contra a tecnologia que imita o estilo artesanal do estúdio.
A seguir, analisa-se cada alternativa:
a) Incorreta. O texto não foca na simplificação do conteúdo ou na perda de "traços irreverentes". O cerne da crítica é o processo de criação (automatizado) em oposição à postura do estúdio (artesanal e ética).
b) Incorreta. O texto incentiva a valorização do trabalho original e critica o uso da IA para emular o estilo. No entanto, não há menção de que o intuito das IAs seja o de confundir as pessoas; a crítica é à desvalorização ética e artística do trabalho humano.
c) Correta. O texto se enquadra como um manifesto contrário ao uso de IAs para gerar o estilo Ghibli. A crítica central é que a IA utiliza recursos automatizados ("padrões estatísticos") para imitar o estilo das animações originais, o que, segundo a autora, desvaloriza a autenticidade artística do estúdio e o esforço humano dos artistas, em clara oposição à filosofia de Hayao Miyazaki.
d) Incorreta. O texto tem um tom mais forte e principiológico do que o de uma simples "resenha crítica", sendo mais apropriado o termo "manifesto" ou "carta aberta". Além disso, ele critica a ausência de autenticidade no processo automatizado e não a mera imitação de "recursos artesanais".