Na China, até 1958, grandes populações de pardais se alimentavam de grãos, em especial arroz e trigo. Naquele ano, o governo chinês instituiu uma lei estimulando cidadãos a dizimar as populações dessas aves, objetivando controlar o que era chamado de “peste” dos pardais. Estima-se que quase 2 bilhões de pardais foram mortos nesse período. A consequência do desaparecimento dos pardais, ainda em 1958, foi uma explosão populacional de gafanhotos, que infestaram as mesmas plantações e alteraram os níveis de produção de grãos. Essa alteração da produção afetou a população humana da China. Em 1960, o governo chinês reverteu a lei para evitar mais mortes de pardais, e o país chegou a importar 250 mil pardais da União Soviética para recolonizar seus campos. A partir de então, as populações de gafanhotos declinaram, impactando novamente os sistemas produtivos, o que, por sua vez, afetou também a população humana chinesa. O gráfico a seguir complementa os dados do texto para o período de 1955 a 1964. A linha pontilhada representa uma estimativa da produção de grãos (em milhões de toneladas), e a linha contínua representa a taxa de mortalidade da população humana (em óbitos por mil habitantes).
A partir desses dados, responda:
a) Explique a relação entre a taxa de mortalidade da população humana chinesa e a produção de grãos mostrada no gráfico.
b) No gráfico da folha de respostas, represente as curvas que refletem os dados descritos para o tamanho das populações de pardais e de gafanhotos.
c) Represente graficamente a teia trófica com os organismos envolvidos no processo descrito.
Desde há muito tempo a China vem sendo um dos maiores produtores de grãos, com destaque para o arroz, trigo, milho e outros. De acordo com o enunciado, tanto os pardais quanto os gafanhotos afetam a oferta de grãos utilizados na alimentação humana. Apesar dos pardais se alimentarem de grãos, essas aves também se alimentam de gafanhotos. Assim, a retirada das aves levou ao aumento da população de gafanhotos e consequentemente menor produção desses grãos, o que afetou negativamente a população humana.
a) O gráfico ilustra que a redução na produção de grãos, por meio do crescimento populacional dos gafanhotos, diminuiu a oferta de alimentos à população e levou à fome gerada pela situação do país, no final da década de 50. Além disso, a crise econômica e a miséria que se abateu em uma boa parcela da população dificultaram o acesso aos serviços de saúde, fatores que, somadas à má alimentação, deixaram uma grande quantidade de pessoas em condições orgânicas de maior vulnerabilidade a doenças, resultando em uma maior taxa de mortalidade. Posteriormente, com o aumento gradativo da produção de grãos, a partir de 1960, ocorreu a redução da taxa de mortalidade.
b) No gráfico de respostas foram traçadas as curvas populacionais de pardais e gafanhotos. A queda abrupta na população de pardais, em 1958, é decorrente dos bilhões de indivíduos que foram eliminados pela instituição da lei. Essa medida possibilitou o aumento da população de gafanhotos, pois reduziu a controle populacional realizado pelos pardais. A população de gafanhotos continuou alta, afetando negativamente a produção de grão, até a introdução artificial de pardais no ano de 1960, quando a curva populacional dos pardais tem um rápido aumento, voltando a crescer a partir deste período, como consequência da proibição da caça. O aumento da população de pardais, que são predadores de insetos, volta a provocar um declínio na população de gafanhoto e aumentar a produção de grãos. Ao final de 1964, a quantidade de pardais é menor do que a observada no início do gráfico, pois a produção de grãos, neste ano, ainda é menor do que a dos anos iniciais.
c) Uma teia alimentar representa todas as possibilidades tróficas existentes entre os seres que integram a teia. De acordo com os dados do enunciado, a teia trófica que engloba todos os organismos e relações tróficas seria representada por:
Embora não esteja descrito no texto, ainda seria possível estabelecer a alimentação de pardais e gafanhotos por parte dos humanos.