Netflix’s “Wednesday” draws many real-world parallels. It features unusual creatures (werewolves and psychics) collectively referred to as Outcasts, while they refer to non-supernatural humans as Normies. The Outcasts are stand-ins for anyone othered by society, such as indigenous people, People of Color, the LGBT+, and the neurodivergent. Every so often, the Normies’ distrust in the Outcasts boils over into hatred and violence, and the othering and dehumanization normalizes violence against the Outcasts in day-to-day life. In the show, the town’s colonial era saw Outcasts not only being “othered”, but also murdered by Pilgrims. These acts of butchery were all but erased from their history books. It’s a distressingly familiar story.
(Adaptado de: https://atribecalledgeek.com/woe-to-the-colonizer-an-indigenous-perspective-of-wednesday/. Acesso em 12/05/2023.)
A análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em
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paralelos entre ficção e realidade para discutir como a existência de grupos marginalizados tem sido historicamente apagada dos livros de história. |
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elementos fictícios presentes na série para aludir ao modo como a desumanização da alteridade é um processo histórico e violento. |
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fatos históricos para traçar a origem da exploração de povos indígenas e o modo como foram violentamente desumanizados na série. |
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comparações históricas sobre os conflitos entre colonizadores e peregrinos para criticar o modo como esse conflito é retratado na série. |
A série “Wandinha”("Wednesday") da Netflix traça muitos paralelos com o mundo real. Ela apresenta criaturas incomuns (lobisomens e videntes) coletivamente se referindo aos chamados de “Excluídos”, enquanto se referem aos humanos não sobrenaturais como "Normies” (Normais"). Os Excluídos podem ser substitutos de qualquer marginalizado da nossa sociedade, como os povos indígenas, pessoas afrodescendentes, LGBT+ e neurodivergentes. De vez em quando, a desconfiança dos "Normais" nos Excluídos se transformava em ódio e violência, e a falta de alteridade e a desumanização normalizavam a violência contra os Excluídos na vida cotidiana. Na série, a era colonial da cidade via os Excluídos não apenas como “diferentes”, mas como os que deviam ser assassinados pelos peregrinos. Esses atos de carnificina foram praticamente apagados dos livros de história deles. É uma história dolorosamente familiar.
A análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em
a) Incorreta. A alternativa A afirma que a análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em paralelos entre ficção e realidade para discutir como a existência de grupos marginalizados tem sido historicamente apagada dos livros de história. Apesar de a análise fazer um paralelo entre ficção e realidade, a discussão não é a de como a existência de grupos marginalizados tem sido apagada, mas sim a forma como esses grupos vêm sendo tratados e como isto tem sido apagada dos livros (assim como acontece na série).
b) Correta. A alternativa B afirma que a análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em elementos fictícios presentes na série para aludir ao modo como a desumanização da alteridade é um processo histórico e violento. Alternativa correta pois o autor se apoia nos elementos fictícios da série (como lobisomens e poderes variados de seus personagens, "werewolves and psychics") para fazer o paralelo de como grupos marginalizados são tratados de forma desumana e sem empatia ao longo do tempo, em um processo histórico de desumanização da alteridade violento.
c) Incorreta. A alternativa C afirma que a análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em fatos históricos para traçar a origem da exploração de povos indígenas e o modo como foram violentamente desumanizados na série. O autor não traz fatos históricos específicos como exemplo, e não cita especificamente a exploração de povos indígenas (mas sim de povos marginalizados em geral).
d) Incorreta. A alternativa D afirma que a análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em comparações históricas sobre os conflitos entre colonizadores e peregrinos para criticar o modo como esse conflito é retratado na série. Apesar de fazer paralelos entre a ficção e a realidade, o autor não se utiliza disso para criticar os conflitos da série, ao contrário, ele comenta o quanto a série se aproxima da realidade.